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domingo, agosto 14, 2022
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Como a Starbucks passou de uma única loja de grãos de café para um negócio de bilhões?

A história da Starbucks tem início no ano de 1971, quando foi inaugurada em uma região portuária de Seattle, nos Estados Unidos, a primeira loja de café oficial da Starbucks.

Os sócios da Starbucks eram os professores Jerry Baldwin e Zev Siegel e o escritor Gordon Bowker. Esses três, que se conheceram na universidade, tinham em comum o amor que dividiam pelo café e, inspirados pela cafeteria Peete’s Coffe & Tea, eles resolveram investir na Starbucks.

Naquela época, a empresa era uma única loja no histórico Pike Place Market de Seattle. Em sua fachada estreita, a Starbucks oferecia alguns dos melhores cafés em grãos inteiros recém-torrados do mundo. O nome, inspirado em Moby Dick, evocava o romance do alto-mar e a tradição dos navegadores que comercializaram o primeiro café.

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A princípio, a Starbucks apenas vendia grãos de café, que necessitavam ser torrados e moídos. O café produzido por eles tinha uma consistência mais encorpada e era um café bem escuro e forte.

A virada para o café Starbucks

Howard Schultz, filho de um motorista de caminhão, judeu e nova-iorquino que cresceu em um conjunto habitacional para famílias de baixa renda no bairro do Brooklyn, em 1981 entrou pela primeira vez em uma loja Starbucks. Já no primeiro copo de café, Howard ficou empolgado com a empresa, na qual ingressou um ano mais tarde.

Um ano depois ele acabou se tornando o CEO da empresa e levou a marca às posições de liderança no mercado de café.

Inspirado pelas cafeterias italianas, Howard Schultz não pensou duas vezes em levar essa proposta para os Estados Unidos. Ele queria não apenas vender o café em grãos, mas queria formar uma cafeteria que servisse o próprio café Starbucks, sem precisar ser feito em casa e, claro, num ambiente aconchegante e intimista, como em Milão, na Itália.

Os proprietários da época rejeitaram completamente a ideia de Schultz, já que oferecer café expresso ia totalmente contra os preceitos da marca.

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Sendo assim, em 1985, Howard Schultz fundou o seu próprio “bar de café”. O café foi nomeado de II Giornale. A cafeteria ficava localizada no maior prédio arranha-céu de Seattle, e não tardou para se tornar um dos lugares mais procurados na época.

A ideia de Howard foi tão bem sucedida que ele comprou seis lojas Starbucks e também comprou o nome, se tornando o proprietário da marca.

Logo após a compra, novas unidades de Starbucks foram espalhadas pelo país, oferecendo tanto café em grão quanto outras especialidades de expresso. A partir daí, a marca passou a se espalhar também pelo mundo, e foi se tornando cada vez mais reconhecida, seguindo uma estratégia de expansão agressiva no final dos anos 80 e início dos anos 90. Quando a empresa abriu o capital em 1992, ela tinha 165 lojas.

O diferencial

A história da Starbucks não é apenas um registro de crescimento e sucesso. Ela conta também como uma empresa pode ser construída de maneira diferente — com o coração, com a alma e ainda dar lucros. 

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Desde o início, há mais de cinquenta anos, a Starbucks se propõe a ser um tipo de empresa diferente, que não apenas celebrava o café e sua rica tradição, mas também trazia um sentimento de conexão.

Com a principal proposta de oferecer um espaço que seja aconchegante e que faça os clientes se sentirem acomodados e confortáveis naquele ambiente, a cafeteria mais famosa do mundo, atualmente, possui mais de 30 mil lojas em 80 países, sendo a empresa mais importante de torrefação e venda de café especial mundialmente.

Starbucks no Brasil

A primeira loja Starbucks no Brasil foi inaugurada no ano de 2006, localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo.

Para ser mais específico, a loja ficava no interior da livraria Saraiva. Alguns dias depois, outra unidade da Starbucks foi inaugurada no mesmo shopping.

Algumas adaptações no cardápio foram feitas quando a marca veio para o país. Por exemplo, pão de queijo e muffin salgados foram incluídos no cardápio da cafeteria e alguns blends “abrasileirados” também entraram para o cardápio.

Atualmente, a Starbucks já possui mais de 70 unidades de lojas espalhadas em grandes cidades do Brasil.

Parcerias e crescimento

Nestlé e Starbucks fecharam um acordo e passaram a oferecer cápsulas compatíveis Nespresso e Dolce Gusto pela iniciativa Starbucks at Home.

Além disso, é inaugurada a primeira Starbucks NOW — a primeira loja Starbucks voltada para experiências mais rápidas, com pedidos online. A loja tem menos mesas e cadeiras e teve seu cardápio adaptado, privilegiando opções para viagem. Ela marca o início de uma reformulação da proposta da empresa, pensada inicialmente para começar em 2023, mas adiantada devido à pandemia de COVID-19.

A empresa ainda é proprietária da Teavana (marca de chás) e da Seattle’s Best Coffee (rede de cafeteria, cujos produtos estão presentes em mais de 60.000 pontos de venda nos Estados Unidos). 

Atualmente, a empresa opera mais de 30.000 lojas em 80 países, dos quais, aproximadamente, 15.000 somente em território americano, empregando 291 mil pessoas, com movimento semanal superior a 50 milhões de consumidores, que consomem mais de 900 milhões de litros de café a cada dia.

Qual a lição que a Starbucks ensina?

Vender cafezinho nos Estados Unidos virou um case de sucesso empresarial. E, certamente, nenhum dos sócios da Starbucks jamais havia pensado em criar o maior império de cafeterias do mundo. Eles realmente amavam os grãos de café e queriam compartilhar seu amor com outras pessoas por meio de sua loja recém-criada.

Essa é mais uma história que mostra como o amor a uma ideia e a vontade de prosperar rende frutos, e, nesse caso, rende também cerca de 30.000 lojas pelo mundo afora.

A maior lição da Starbucks é: conduza tudo com o coração e compreenda a mente de seus clientes. 

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